Performance faixa etária livre
NÃMA significa nome em sânscrito — e significa também essência, identidade, a marca que nos constitui.
A performance NÃMA questiona essa designação através de um diálogo entre corpos e vestimentas. A roupa deixa de ser prontuário — aquele registro fixo que nos cataloga – e se torna matéria viva: circula, muta, abre fissuras por onde outras existências se tornam possíveis.
Há marcas que transcendem as máscaras que escolhemos usar. Há inscrições gravadas em nós desde antes de qualquer palavra nossa, nomes que nos antecedem, rótulos que penetram a pele. Para quem habita a diferença – para quem é frequentemente capturado por definições que o excedem e o sufocam – essa marca é especialmente violenta.
Num mundo que categoriza obsessivamente, que tenta encaixotar os corpos em narrativas prontas e suficientes, há potência em simplesmente mover-se. Há ato político em ocupar espaço, em trocar de pele, em revelar outras camadas de si, em se permitir a transformação.
Em NÃMA, a vestimenta abre uma fresta, a possibilidade de outras existências.
